3 de ago de 2009

Moratória

Boas notícias sobre a campanha em progresso, para proteger a floresta tropical da Amazônia contra o plantio desenfreado de soja. A moratória de três anos, implantada em 2006 por Ongs, governo e empresas comprometidas com o meio ambiente (como a Nike, por exemplo), ganhou um ano a mais. Com isso, departamentos de fiscalização, organizações como o Greenpeace e o ministério do meio ambiente têm mais tempo para deter a tomada de território florestal por plantadores de soja, impedindo a destruição de mais acres, mudança climática e extinção de espécies.

Entenda o caso: alguns anos atrás, a demanda crescente internacional por soja levou fazendeiros e plantadores a acelerar o desflorestamento, para ter mais espaço para o plantio de soja. Em 2006 o Greenpeace lançou a campanha “Eating up the Amazon” (comendo o Amazonas, em tradução literal), um relatório que mostrava as ligações da necessidade comercial/alimentar do mundo por soja, versus conglomerados industriais e a destruição da floresta amazônica.

Respondendo à pressão de grupos de preservação e ao governo, negociantes de soja concordaram em uma moratória de 3 anos, que teve início em 2006. Esse passo deu início a um período de reflorestamento de áreas desmatadas, e um controle maior sobre o território destinado à plantação comercial. Mas 3 anos depois, o tempo ainda não foi suficiente para sanar todo o problema e, sem uma prorrogação do prazo, muito ou todo o trabalho feito até agora teria sido perdido.

O anúncio da extensão na moratória foi feito pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o Soya Working Group (companhias europeias que apoiaram a moratória em 2006, de forma a poderem garantir que a destruição da Amazônia não fosse ligada a seus produtos alimentícios).

A fonte está no Greenpeace International, onde podem ser enviadas mensagem de apoio, divulgação e demais ações, de afiliados ou não.

Participem.

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