6 de ago de 2009

Pedrigreè?


Aconteceu em Itajaí.

Há mais ou menos um mês, uma amiga minha ganhou um filhote de Poodle Toy Preto legítimo, da Loja Baby Dog Pet Shop, que fica no shopping da cidade. Ao levá-lo em sua primeira consulta, descobriu que não era poodle, não era toy, mas pelo menos era preto.

Como não é uma conhecedora de raças, não acreditou muito que uma loja dentro de um shopping iria forjar a legitimidade do cão. Levou então a outro vetrinário da cidade, onde ele foi classificado como SRD (sem raça definida). Procurou a loja, onde o proprietário disse que se ela devolvesse o cachorro devolveria o dinheiro.

A questão não é quanto vale um filhote puro ou um "vira lata", mas a ética do dono da loja que até agora não tomou providencia nenhuma. Minha amiga jamais vai devolver seu filhote. Já se apegou a ele e isso não entra nem em questão. O problema é que ela foi lesada, e está tomando medidas legais contra a loja.

Independente de ser ou não um poodle legítimo, o filhote tem o mesmo direito de qualquer outro cão (com pedigreè ou nã0) de ter um lar, ser acolhido, fazer parte da família. O que acho absurdo é uma loja, por não ter ou noção da procedência, ou ética para vender gato por lebre, faça uso do amor as pessoas têm por seus mascotes (antigos ou recém-comprados) para ganhar dinheiro.

Não espero que os cães de raça sejam desvalorizados e que as pessoas passem a somente adotar cães abandonados ou doados, mas sim que possamos amar todos os animais independente de pedigree, que dinheiro nenhum vale o amor e dedicação que esses animais nos dão sem pedir nada em troca, eles apenas querem amor.

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